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Música,álcool,Cultura,Reflexões e poesias tudo aki e mais um pouco! Taberneira traga o Gim!

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

31/08

Eu poderia falar de muitas coisas todos os dias, poderia falar sobre amor,sobre ilusão,sobre preconceito,mas prefiro falar sobre quem somos.porque quem somos é difeerente de se perguntar o q somos. Hoje eu sou alguém que acredita em si próprio mas que por muitas vezes demorou a perceber por ir e ao menos aonde chegar.amanha posso não ser o que sou hoje, mas sempre serei quem eu fui ontem. A gente muda todos os dias,mas a nossa essência continua presente ,sempre!


Por Gabi Rebello

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Gostar de rock começa a pesar na avaliação profissional

Gostar de rock começa a pesar na avaliação profissional


Por mais preconceituoso que seja, não dá para fugir: a forma como a pessoa fala, se veste, age, trabalha, dirige e muitas coisas mais dizem muito sobre o indivíduo. Dá para julgar cada um por esse tipo de coisa? Cada um avalie da forma como achar melhor.

Da mesma forma, os hábitos culturais – os livros que lê, a música que houve, os eventos frequenta – também dizem bastante sobre as pessoas. Existe a chance de se errar por completo, mas faz parte do jogo.

Dois fatos importantes, apesar de corriqueiros, mostram que os apreciadores de rock podem ter esperança de dias melhores, apesar dos casos recorrentes de preconceito explícito e perseguição por conta do gosto pessoal em pleno século XXI – algumas dessas excrescências têm sido narradas aqui em textos no Combate Rock.

No começo de agosto um gerente de uma grande multinacional instalada no ABC (Grande São Paulo) penava para contratar um estagiário para a área de contabilidade e administração. Analisou diversos currículos e entrevistou 24 jovens ainda na faculdade ou egressos de cursos técnicos.

Conversou com todo o tipo de gente, do mais certinho ao mais despojado, do mais conservador à mais desinibida e modernosa. Preconceitos à parte, procurou focar apenas a questão técnica e os conhecimentos exigidos.
Alguns candidatos até possuíam a maioria dos requisitos exigidos, mas acabaram desclassificados em um quesito fundamental para o gerente: informação geral, que inclui hábitos culturais.

O escolhido foi um rapaz de 20 anos, o penúltimo a ser escolhido. Bem vestido, mas de forma casual, usando rabo de cavalo, mostrou segurança e certa descontração, além de bom vocabulário e de se expressar de forma razoável, bem acima da média.

Durante as perguntas, o gestor observou que o garoto segurava um livro e carregava um iPod. O livro era a biografia de Eric Clapton. Após a quinta pergunta, direcionou a conversa para conhecimentos gerais e percebeu que o rapaz lia jornais e se interessava pelo noticiário.

“Você gosta de rock?”, perguntou o gerente. “Sim, e de jazz também”, respondeu o garoto. O entrevistador não se conteve e indagou se o rapaz se importava de mostrar o que o iPod continha. E viu um gosto eclético dentro do próprio rock: havia muita coisa de Black Sabbath, Deep Purple, AC/DC, mas também de Miles Davis e big bands.

“Não aprecio rock, não suporto o que minhas filhas ouvem, mesmo seja Rolling Stones, meu negócio é Mozart, Bach e música erudita. Mas uma coisa eu aprendi nas empresas em que passei e nos processos seletivos que coordenei: quem gosta de rock geralmente é um profissional mais antenado, que costuma ler mais do que a média porque se interessa pelos artistas do estilo. Geralmente são mais bem informados sobre o que acontece no mundo e respondem bem no trabalho quando são contratados. Nunca me arrependi ao levar em consideração também esse critério”, diz o gerente.


O resultado é que o garoto foi contratado após 15 minutos de conversa, enquanto cada entrevista com os outros candidatos durava 40 minutos. “Não tive dúvida alguma ao contratá-lo. E o mais interessante disso: percebo que essa é uma tendência em parte do mercado há pelo menos três anos, pois converso muito com amigos de outras empresas e esse tipo de critério está bastante disseminado. Quem gosta de rock é ao menos diferenciado”, finalizou o gestor.

Já em uma escola particular da zona oeste de São Paulo, do tipo mais alternativo e liberal, o trabalho de conclusão do ensino fundamental era uma espécie de TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) das faculdades. A diferença é que, para não ter essa carga de responsabilidade, foi criado uma espécie de concurso para premiar algumas categorias de trabalhos – profundidade do tema, ousadia, importância social e mais alguns critérios.

O vencedor geral foi o de uma menina esperta de 17 anos, filha de um jornalista pouco chegado ao rock, mas com bom gosto para ouvir jazz e blues. O trabalho tentava traduzir para a garotada a importância dos Beatles para a música popular do século XX.

Para isso realizou uma ampla pesquisa sobre as origens do blues, do jazz, da country music norte-americana e traçou um panorama completo da evolução do rock desde os primórdios até os megashows de Rush, AC/DC, U2 e Metallica. Seu trabalho contou ainda com a defesa de uma tese em frente a uma banca de professores.

O resultado é que, além do prêmio principal – placa de prata e uma quantia em dinheiro em forma de vale para ser gasto em uma livraria –, acabou sendo agraciada com a proposta de transformar seu trabalho em um pequeno livro, bancado pela escola. Detalhe: a reivindicação partiu dos colegas da menina, que ficaram fascinados com a história do rock – poucos deles eram íntimos do gênero, pelo que o pai da menina me contou.

Os Beatles foram o ponto de partida para uma aluna de um colégio paulistano para traçar um panorama extenso e completo sobre a história do rock; o trabalho ganhou prêmio e vai se transformar em livro

Seria um flagrante exagero afirmar

que gostar de rock facilita a obtenção de emprego ou estágio – ou que quem gosta de rock é muito melhor aluno do que os outros nas escolas. Mas o simples fato de haver reconhecimento de que apreciar rock frequentemente leva a uma situação diferenciada já é um alento diante dos seguidos casos de intolerância e preconceito.

Gostar de rock não torna ninguém melhor ou pior, mais ou menos competente, mais ou menos inteligente. Mas os casos acima mostram que o roqueiro pode se beneficiar de situações em que é possível se mostrar diferenciado, mostrando uma cultura geral acima da média e mais versatilidade no campo profissional. E o que é melhor, isso começa a ser reconhecido por um parte do mercado.

Bom gosto não se discute: adquire-se.

domingo, 28 de agosto de 2011

Star Wars - O motivo de assistir

Desde que o cinema passou a fazer parte do cotidiano das pessoas muitos filmes de grande sucesso foram lançados.Dentre eles a Opera Espacial Star Wars ou Guerra nas Estrelas em portugues.O filme gira todo em torno de Anakin Skywalker em sua jornada  e transformação para o famoso Darth Vader.Inicialmente a serie de Filmes  foi escrita em trilogia somente,pois o orçamento disponível era pouco.Em 2008, a soma arrecadada pelos seis filmes Star Wars totalizava aproximadamente 4,41 bilhão de dolares,só perdendo para Harry Potter e James Bond (007) no quesito serie.Eu particularmente sou muito mais o Star Wars,até por que existe muita coisa por traz do filme,como lições de vida e filosofia.O diretor e escritor George Lucas foi muito feliz em ampliar a série para 6 filmes,adicionando uma nova trilogia que conta os fatos pré Darth Vader e esclarece sobre as guerras clonicas.

Perspectiva geral do enredo

A prequela da trilogia segue a juventude de Anakin Skywalker. Ele é descoberto pelo Cavaleiro Jedi Qui-Gon Jinn, que acredita que ele seja o "Escolhido" previsto por uma profecia para trazer o balanço à Força. O Conselho Jedi, liderado por Yoda, pressente que o futuro de Anakin está obscurecido pelo medo mas, relutantemente, concorda que o aprendiz de Qui-Gon, Obi-Wan Kenobi, treine Anakin após Qui-Gon ser morto pelo Lorde Sith Darth Maul. Paralelamente, o planeta Naboo está sob ataque, e sua governante, a Rainha Padmé Amidala, busca o auxílio dos Jedi para repelir o ataque. O Lorde Sith Darth Sidious planejara secretamente o ataque para dar a seu alter-ego, o Senador Palpatine, um pretexto para derrubar o Chanceler Supremo da República Galáctica e tomar seu lugar.[3]
O restante da prequela narra a queda gradual de Anakin para o lado negro da Força enquanto ele combate nas Guerras Clônicas, que Palpatine planejara secretamente para destruir a República e atrair o Jedi para seu lado. Anakin e Padmé apaixonam-se e casam-se secretamente, e eventualmente Padmé fica grávida. O Jedi tem uma visão profética de sua mulher morrendo no parto, e Palpatine o convence que apenas o lado negro retém o poder para salvar sua vida; desesperado, Anakin submete-se ao lado negro, adotando o nome Sith Darth Vader. Enquanto Palpatine transforma a República no tirânico Império Galáctico — apontando a si mesmo imperador vitalício — Vader participa do extermínio da Ordem Jedi, que culmina numa batalha entre ele e Obi-Wan. O mestre acaba derrotando seu ex-discípulo e amigo, amputando suas pernas e abandonando-o à beira da morte na margem de um rio de lava. Palpatine, no entanto, chega ao local pouco depois, salvando Vader e colocando-o em uma armadura mecânica que preserva sua vida. Enquanto isso, Padmé morre ao dar a luz aos gêmeos Luke e Leia. Eles são escondidos de Vader, e crescem sem saber quem são seus pais verdadeiros.[5]
Os eventos da trilogia original começam 19 anos depois, enquanto Vader completa a construção da gigantesca estação espacial Estrela da Morte, que permitirá ao Império esmagar a Aliança Rebelde, formada para combater a tirania de Palpatine. Vader captura a Princesa Leia Organa, que roubara os planos da Estrela da Morte e os escondera no dróide R2-D2. O robô, juntamente com seu colega C-3PO, escapa para o planeta Tatooine. Lá, são adquiridos por Luke Skywalker e seu tio e tia adotivos. Enquanto Luke limpa R2-D2, aciona acidentalmente uma mensagem implantada nele por Leia, implorando pelo socorro de Obi-Wan. Mais tarde, Luke ajuda os dróides a encontrarem o Cavaleiro Jedi, então fingindo-se de ermitão sob a alcunha de Ben Kenobi. Ele diz a Luke que conhece seu pai, contando que Anakin era um excelente Jedi e que foi traído e assassinado por Vader.[11] Obi-Wan e Luke contratam o contrabandista Han Solo e seu co-piloto Wookiee Chewbacca para levá-los a Alderaan, planeta natal de Leia, que eles eventualmente descobrirão ter sido destruído pela Estrela da Morte. Após invadirem a estação espacial, Obi-Wan deixa que Vader o mate durante uma luta de sabres de luz; seu sacrifício permite que o grupo escape com Leia e os planos que ajudarão os rebeldes a destruir a Estrela da Morte.[2]
Três anos depois, Luke viaja para encontrar Yoda e começar seu treinamento Jedi, que é interrompido quando Vader o atrai para uma armadilha após capturar Han e os outros. O Lorde Sith revela então que ele é o pai de Luke, e tenta levá-lo para o lado negro.[6] Luke escapa e, após resgatar Han das mãos do gângster Jabba the Hutt um ano mais tarde, retorna para finalizar seu treinamento, desta vez encontrando Yoda à beira da morte. Antes de falecer, ele confirma que Vader é o pai de Luke; momentos depois, o espírito de Obi-Wan conta para Luke que ele deve enfrentar seu pai para se tornar um Mestre Jedi, revelando por fim que Leia é sua irmã gêmea. Enquanto os Rebeldes atacam uma segunda versão da Estrela da Morte, Luke confronta Vader ante a presença de Palpatine, que espera que o filho mate o pai e se torne seu novo discípulo. Durante o duelo, Luke sucumbe à sua raiva e domina brutalmente Vader, mas consegue se controlar no último minuto; percebendo que está prestes a sofrer o destino de seu pai, ele poupa a vida de Vader e declara orgulhosamente sua lealdade aos Jedis. Um furioso Palpatine tenta então matar Luke, uma visão que faz com que Vader se recomponha e elimine seu mestre, sofrendo ferimentos mortais no processo. Redimido, Anakin Skywalker morre nos braços de seu filho. Luke torna-se definitivamente um Jedi, enquanto os Rebeldes destroem a estação espacial e, com ela, o Império.

domingo, 21 de agosto de 2011

Definir ou Considerar

“podia descobrir mil maneiras de tenta me entender,mas sou extravagante demais pra isso, podia olhar mais pro que sou,mas se fizer isso deixarei o mundo saber quem sou . por isso hoje me considero nao me difino ! fica ai a ideia pra deixar qualquer um pensando,definir /considerar?”-

Degustação de Vinhos


oções básicas de degustação

Arthur P. Azevedo
A degustação de vinhos deveria fazer parte da Declaração Universal dos Direitos do Homem. Afinal de contas, todos deveriam conhecer um pouco desta técnica que é a degustação, para poder aproveitar o vinho em toda sua plenitude. No entanto, de forma incompreensível, se difundiu a idéia, errônea e preconceituosa, de que somente alguns privilegiados poderiam ter acesso a esta difícil prática. Os demais mortais estariam irremediavelmente condenados a apenas beber o vinho pelo resto de suas vidas.
Na verdade, qualquer indivíduo pode, e deve, aprender a degustar um vinho. Basta que tenha todos os seus sentidos funcionando e que conheça os princípios básicos da degustação.
Afinal o que é realmente degustar um vinho ?
Degustar um vinho é, nas palavras de Emile Peynaud, um dos maiores enólogos da França, submetê-lo aos seus órgãos dos sentidos, analisando-o atentamente. Em outras palavras, degustar é beber com atenção. A degustação, como técnica que é, não deve ser utilizada como meio de exibição ou de demonstração de dotes excepcionais, por indivíduos que são os responsáveis pela imagem pouco lisonjeira que os verdadeiros conhecedores de vinho têm. Deve-se degustar um vinho em local adequado, com boa iluminação e livre de odores, tomando-se o cuidado de servir o vinho em taças adequadas (padrão ISO/INAO, encontráveis nas boas lojas de vinhos) e na sua correta temperatura de serviço.
Para acompanhar os vinhos durante a degustação recomenda-se apenas água mineral (com ou sem gás) e pão francês simples, que devem ser consumidos entre um vinho e outro.
As fases da degustação
A degustação é dividida em três fases: análise visual, análise olfativa e análise gustativa, nesta ordem obrigatoriamente. Antes de se começar deve-se estar atento para a maneira de segurar a taça, sempre pela base ou pela haste e nunca pelo corpo do copo, para não alterar a temperatura do vinho e para não sujar o copo, dificultando a visualização do vinho
Análise visual
Esta talvez seja a mais negligenciada de todas as etapas da degustação de vinhos. Poucas pessoas param para apreciar a cor do vinho e para descobrir as pistas que o visual nos dá sobre a sua evolução, sua maturidade ou mesmo o seu teor de álcool.
Para bem analisar um vinho devemos estar atentos para a intensidade de cor, a tonalidade, a limpidez, a transparência e as lágrimas. Deve-se colocar vinho em cerca de 1/3 do copo e apreciar o vinho tanto ao nível dos olhos, como inclinado a 45o sobre uma superfície branca. Quanto à intensidade, um vinho pode ser mais ou menos escuro, dependendo da uva que lhe deu origem, da sua idade e da concentração de matéria sólida dissolvida no líquido (extrato).
A tonalidade de um vinho indica aproximadamente o seu grau de maturidade. De modo geral, podemos dizer que um vinho branco fica mais escuro com o envelhecimento e que os vinhos tintos ficam mais claros à medida que o tempo passa. É importante perceber, no caso de vinhos tintos e com o copo inclinado, se existem diferenças de tonalidade entre o centro o copo e as bordas, pois isto indica um grau de evolução e maturidade do vinho.
Os vinhos brancos geralmente começam sua vida com a cor amarelo-palha, evoluindo para amarelo-ouro e âmbar com o passar do tempo. Claro que isto depende um pouco do tipo de uva com a qual o vinho foi produzido. Existem certas variedades de uvas que dão origem a vinhos mais escuros, mesmo jovens.
Os tintos, pela presença inicial do pigmento antociano, azul, são de cor púrpura (roxo), quando jovens, evoluindo para vermelho-rubi, vermelho-granada e âmbar com a maturidade. Brancos e tintos terminam sua vida da mesma cor. Notem que dissemos terminam sua vida, pois o vinho, como um ser vivo, tem uma vida finita. Daí vem o ensinamento que a velha frase que diz ser um vinho quanto mais velho melhor, ser absolutamente falsa e desprovida de qualquer fundamento. Cada vinho tem o seu melhor momento de consumo e a análise visual nos dá boas indicações de quando será este momento.
A seguir verifica-se se um vinho é límpido, ou seja, se não tem partículas em suspensão e qual o seu grau de transparência, ou seja, o quanto o vinho deixa passar de luz.
Uma leve agitação do vinho permitirá que o mesmo escorra pelas paredes do copo, formando estruturas que são descritas como lágrimas ou arcos. Isto se dá por um fenômeno físico-químico, pela diferença de tensão superficial entre as diferentes substâncias do vinho. Quanto mais lágrimas um vinho mostrar e quanto mais finas forem estas lágrimas, maior será seu teor de álcool etílico (etanol). A velocidade com que as lágrimas escorrem pela parede do copo indicam a densidade do vinho, dependendo neste caso do extrato e da quantidade de glicerina.

Análise Olfativa
Quando você parar de agitar o vinho, durante a queda das lágrimas, é tempo de começar o próximo passo: a análise olfativa. Agitando o vinho, este se vaporiza e na fina película do líquido que recobre a parede interior do copo, este se evapora rapidamente. O resultado é uma intensificação dos aromas que se tornarão mais concentrados se o copo for mais estreito em sua porção superior. Deixe o vinho descansar por alguns segundos, coloque seu nariz diretamente no copo e aspire.
O vinho tem aromas diversos do de uva. A análise de seus componentes voláteis revela as mesmas moléculas que criam aromas que nos são familiares. Eis alguns exemplos: rosa, cereja, ameixa, amora, framboesa, maracujá, banana, pêssego, mel e baunilha. Até alguns aromas pouco comuns, tais como: alcatrão, couro, tabaco e bacon defumado, identificados por degustadores experientes, têm sua origem em substâncias com afinidades químicas básicas.
É notória a dificuldade de se encontrar palavras adequadas para descrever as complexas e efêmeras sensações olfativas que emanam de um copo de vinho. Para aumentar esta dificuldade, deve-se ressaltar que o aroma de um vinho está em constante evolução, mudando suas características com rapidez desde o momento em que é colocado no copo. Estes aromas também mudam se forem avaliados com o copo em repouso ou logo após uma breve agitação. Desta forma, numa degustação, deve-se freqüentemente reavaliar os aromas do vinho, captando-se estas mudanças.
Numa tentativa de facilitar a análise olfativa dos vinhos, poderíamos dividir teoricamente os aromas em primários - seriam os originários da própria uva, secundários - os originados do processo fermentativo e do amadurecimento em madeira (carvalho) e terciários - os originados do envelhecimento na garrafa e também conhecidos por bouquet.
Segundo Peynaud, também podemos classificar os aromas em famílias, como se segue:
==> Florais rosas, violetas, jasmins, acácias, etc.
==> Frutados cassis, cerejas, ameixas, pêssegos, limões, laranjas, etc.
==> Especiarias pimenta, cravo, canela, alcaçuz, noz-moscada, etc.
==> Animais caça, carne, pêlo molhado, couro, etc.
==> Vegetais palha, capim, feno, cana de açúcar, cogumelos, chá, fumo, etc.
==> Minerais vulcânico, petróleo, pedra de isqueiro, etc.
==> Balsâmicos resinoso, pinho, eucalipto, baunilha, etc.
==> Químicos odores da fermentação, fermento de pão, enxofre, esmalte de unha, mercaptano (aliáceo), cola de aeromodelo, removedor de esmalte, etc.
==> Empireumáticos odores associados a calor e fogo, tais como o alcatrão, tostado, defumado, caramelo, café torrado, piche, etc.
==> Outros aromas chocolate, mel, caixa de charutos, "sous-bois", etc.

Da mesma forma que a cor, os aromas do vinho oferecem pistas de seu caráter, origem e história. De uma maneira muito genérica e simplista poderíamos dizer que:
a) Nos vinhos jovens predominam traços de flores e frutas frescas ou vegetais, que evoluem com o envelhecimento do vinho para os aromas de frutas mais maduras, secas ou em geléia.
b) Nos vinhos mais envelhecidos predominam aromas animais ou de decomposição.
c) Nos vinhos brancos predominam aromas de flores brancas e amarelas ou de frutas brancas ou amarelas: maçã, pêra, abacaxi, melão, pêssego, maracujá, lírio, jasmim branco, etc.
d) Nos vinhos tintos percebemos aromas de flores ou frutas vermelhas: rosa, violeta, morango, cereja, framboesa, amora, groselha.
e) Os aromas típicos das diferentes variedades de uvas e porque não, até de algumas regiões vinícolas, podem ser reconhecidos em determinados vinhos.
A única maneira de se identificar com relativa facilidade os complexos aromas que os vinhos apresentam é se reativar nossa imensa capacidade de reconhecer os aromas existentes na natureza. Em outras palavras, temos que formar nossa memória olfativa. Isto se faz de forma sistemática e criteriosa, prestando atenção aos aromas existentes na natureza e no ambiente, procurando guardá-los na memória. Isto requer tempo e disciplina, além de muita dedicação no treino das técnicas de degustação. Em se tratando de vinhos, acredito que não será difícil treinarmos com afinco e porque não dizer, com grande prazer.

Análise gustativa
A última parte da avaliação sensorial do vinho diz respeito aos aspectos gustativos. É importante ressaltar que a expressão gosto abrange na verdade um conjunto de sensações: as gustativas, cutâneas e as olfativas retro-nasais. As sensações gustativas revelam quatro sabores: doce, salgado, ácido e amargo; a sensibilidade cutânea nos dá sensações táteis (adstringência, aspereza e maciez ou untuosidade), térmicas e dolorosas, que poderíamos definir como complementares; o olfato por sua vez fornece o aroma (sensações odoríficas retro-nasais), que é o componente mais importante do gosto, pois é o que mais influencia o caráter e determina a qualidade. Todas estas sensações são percebidas quase ao mesmo tempo, e por isso muitas vezes é difícil analisá-las, separá-las e atribuí-las com certeza a uma determinada modalidade sensorial.
Mais uma vez a técnica correta é essencial para uma completa avaliação. Leve o copo à boca e coloque uma quantidade suficiente, ou seja, o bastante para que o vinho possa percorrer toda a sua boca. Mantenha o vinho dentro da boca por cerca de dez a quinze segundos, fazendo-o manter contato com as diferentes partes da língua que identificam as sensações gustativas. Em outras palavras, deixe o vinho passear livremente pela boca, observando atentamente as diferentes sensações em cada região da língua e das mucosas.

Estas sensações referem-se aos sabores doce, salgado, ácido e amargo.

==> Doce no vinho, o sabor doce é provocado não só pelos açúcares residuais (frutose e glicose), mas também pelo álcool e pela glicerina (glicerol). Estas substâncias são melhor percebidas na ponta da língua e na fase de ataque (primeira fase da análise gustativa, logo que o vinho entra em contato com a boca) e são reconhecidas não apenas por sua doçura, mas também porque provocam sobre as mucosas da boca uma sensação tátil de maciez e untuosidade.
==> Salgado é um sabor raramente encontrado nos vinhos. É descrito, às vezes em vinhos de regiões muito próximas ao oceano, sendo o Jerez na Espanha o exemplo mais citado.
==> Ácido proveniente no caso dos vinhos, dos ácidos próprios da uva (tartárico, cítrico e málico) ou dos ácidos provenientes da fermentação alcoólica (succínico, láctico e acético). Estas substâncias são percebidas nas bordas laterais da língua, também na fase de ataque e reconhecidas pela salivação fluida e abundante que provocam.
==> Amargo os taninos podem provocar uma sensação de amargor discreto (em vinhos jovens de boa qualidade) que é melhor sentido no fundo da língua, ou mesmo nenhum amargor (se estes taninos forem muito finos e maduros). O amargor intenso e desagradável é, sempre que presente, um defeito ou uma doença do vinho.

A amplitude destas sensações gustativas pode ser aumentada através de técnicas especiais, que são mais apropriadas para as salas de degustação do que para ocasiões sociais. Inicialmente segure o vinho na boca e, com os lábios entreabertos, inale uma pequena quantidade de ar. Isto criará um turbilhonamento, que acelerará a vaporização do vinho, intensificando os aromas. A seguir, mastigue o vinho vigorosamente para retirar do mesmo cada sutil matiz de sabor.

Nesta fase, deve-se proceder a avaliação do chamado corpo do vinho, que é a sensação de peso que o vinho aparenta ter na boca. Pode ser definido ainda como o quão diferente da água o vinho em questão aparenta ser. O corpo do vinho está diretamente relacionado com o seu teor alcoólico - a quantidade de etanol do vinho e com o seu extrato - a quantidade de material sólido diluído no vinho.
O álcool também poderá excitar os receptores térmicos da língua, provocando uma falsa sensação de calor, freqüentemente acompanhada de uma ligeira ardência na mucosa bucal, além de provocar uma sensação de doçura e maciez.
A concentração de sabores
Um conceito fundamental que hoje, mais do que nunca, é muito valorizado na degustação de um vinho diz respeito à concentração dos aromas e sabores na boca. No jargão da degustação costuma-se referir a este aspecto como o "meio de boca", que num bom vinho deve ser preenchido pelos seus aromas e sabores de frutas. Aqui deve-se valorizar a qualidade e a concentração do vinho, na verdade o quanto de prazer que este vinho nos dá na boca. Cuidado no entanto para não subestimar os vinhos mais sutis, que possuem aromas e sabores delicados. Não se deixe impressionar pelos vinhos super-extraídos e freqüentemente muito alcoólicos, que costumam ser massivos e sem elegância.
A persistência aromática intensa e o aroma de boca
Denomina-se persistência aromática intensa a duração dos aromas e dos sabores de um vinho na boca, antes que estes diminuam de forma acentuada. Quanto mais prolongada for esta sensação, mais valorizado será um vinho. Este tempo de duração, medido em segundos, nos grandes vinhos pode ultrapassar a marca de um minuto.
Diz-se que um vinho tem curta persistência quando a duração for menor que 4 segundos, média persistência quando o tempo for de 5 a 7 segundos e longa persistência quando o tempo for de 8 ou mais segundos.
Após a deglutição do vinho, expire lentamente através da boca e do nariz. Isto fará com que os aromas atinjam o bulbo olfativo pela via retro-nasal, que liga a garganta e o nariz, constituindo-se numa rota alternativa para os aromas, prolongando seus efeitos por muito tempo após o vinho ter sido ingerido. É o que se costuma chamar de retro-olfato. Você descobrirá que quanto melhor for o vinho, seus aromas residuais serão mais complexos, profundos e duradouros.
Este é um momento sublime, de reflexão e comunhão, que só o vinho é capaz de proporcionar. Um grande vinho costuma ter aromas no retro-olfato diferentes dos aromas diretos. Quanto mais aromas novos surgirem, mais valorizado deve ser o vinho.

Adstringência: a qualidade dos taninos
Ainda no final de boca, perceba se existe algum sinal de adstringência, que é a sensação de secura na boca. Esta adstringência é provocada pelos taninos, que têm uma ação coagulante sobre a saliva. Quanto mais grosseiro for o tanino, maior a sensação de adstringência percebida na boca. Lembre-se que vinhos tintos jovens podem possuir taninos mais agressivos, que variam de intensidade de acordo com a variedade de uva. De qualquer forma, uma excessiva adstringência, independente da idade ou da varietal usada no vinho é um sinal preocupante de falta de delicadeza na vinificação ou de uvas colhidas antes de atingir seu máximo grau de maturidade fisiológica. Isto se traduz em taninos verdes e grosseiros, que muito provavelmente não melhorarão no período de envelhecimento na garrafa, por mais longo que seja o tempo de adega. Os grandes vinhos, mesmo jovens, possuem taninos maduros e macios que jamais agridem a mucosa da boca ou causam adstringência excessiva.
Ao final da avaliação gustativa, deveremos ainda correlacionar todas as sensações percebidas, expressando um conceito de difícil definição, que é o de equilíbrio e harmonia do vinho.
O equilíbrio do vinho
O equilíbrio gustativo é o resultado da complexa interação entre as substâncias que formam a estrutura do vinho, isto é, álcool, taninos, açúcares, extrato e ácidos. No caso dos vinhos brancos devemos analisar a relação entre os açúcares (se o vinho for doce) e o álcool, que conferem maciez ao vinho, em contraposição à acidez presente no mesmo. No caso dos vinhos tintos, os elementos a serem apreciados são a acidez, os taninos e o álcool. Quanto mais correta e equânime for a relação entre os elementos, melhor será o equilíbrio e a harmonia do vinho analisado.
Para finalizar, lembre-se de que a degustação de vinhos deve ser encarada como uma grande diversão e acima de tudo, ser extremamente agradável, constituindo-se numa inigualável atividade intelectual, que deve ser praticada com grande paixão.
Bibliografia
1. Emile Peynaud: Le Gôut du Vin
2. Giancarlo Bossi: Teoria e Prática da Degustação de Vinhos
3. Marian W. Baldi: The University Wine Course
4. Michael Broadbent: Winetasting - How to Approach and Appreciate Wine
5. Tom Stevenson: The New Sotheby's Wine Encyclopedia
6. Jancis Robinson: Wine Course
7. Jancis Robinson: The Oxford Companion to Wine

Cover do Children of Bodom (criança de 9 anos) O.o

Juro q paguei pau pra esse garoto quando vi ele tocando,na boa rlr tirou musicas realmente difíceis de ouvido,então não resisti e tive que postar aki

 Trashed,Lost & strungout





Hate me!











sábado, 20 de agosto de 2011

Metal,Sinônimo de inteligencia?

peguei isso de outro blog entao perdoem os erros gramaticais


Pesquisa mostra que heavy metal serve de catarse para superdotados


O heavy metal é o som preferido pelas crianças superdotadas do Reino Unido, que encontram neste som visceral uma forma de catarse, segundo uma enquete feita entre estudantes da Academia Nacional para Jovens de Talento.

Grupos de rock pesado como Slayer e Slipknot estão entre os favoritos entre os maiores intelectos do país, que parecem gostar também das letras com mensagens políticas e de forte carga emocional.

Uma pesquisa feita entre estudantes da academia, à qual têm acesso apenas 5% dos jovens com mentes mais brilhantes do país, revela a predileção destes pela "brutalidade visceral" do "heavy metal".

Os responsáveis pela pesquisa reconheceram sua surpresa ao ver que os estilos menos populares entre os superdotados eram os que tradicionalmente são associados às mentes mais privilegiadas, como jazz e música clássica.

O responsável pela pesquisa, Stuart Cadwallader, da universidade de Warwick, disse que os resultados obtidos mostram que estes jovens encontram no "heavy metal" uma espécie de "catarse", de forma particular os que, apesar da inteligência superior, têm baixa auto-estima.

Esse tipo de música agressiva serve também para que canalizem suas frustrações e insatisfação, disse Cadwallader, em conferência realizada na British Psychological Society, na cidade inglesa de York.

De acordo com Cadwallader, "as pressões associadas à condição de superdotado talvez possam ser esquecidas, temporariamente, com a ajuda desta música".

a actividade do headbanging (acto de abanar a cabeça para trás e para frente ao ritmo da batida pesada) permite uma oxigenação mais rápida do cérebro, o que possibilita raciocinar mais rápidamente ou efectuar várias operações simultaneamente. Metallica, Manowar ou Iron Maiden são as bandas que possiblitam qualquer pessoa passar de um QI de 75 para 120 ao fim de duas músicas. Atenção, D´zert e 4Taste não são aconselhados e podem causar danos irreversiveis.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Dicas para mandar bem em provas exames e vestibulares da vida (e talvez da morte)

Aqui vão algumas dicas da minha pessoa para vcs mas se elas nao funcionarem,a culpa não é minha!

1- Confira sempre as suas canetas,caneta que falha na hora da redação é um balde de água fria na criatividade (já cansei de tirar B por causa dessa porra)

2- Não Mostre abatimento,Abatimento = fraqueza

3- Leve sempre o lembrete na borracha,pra no caso de vc esquecer a bendita formula de Fisica q vc nunca lembra

4- Não olhe fixamente para ninguem nem para o professor,principalmente para ele

5- Sente num local onde colar seja a coisa mais manjada do mundo,vai por mim ngm olha o lugar mais cagado

6- Sente num lugar que nem vc mesmo se note

7- Estude,mas por via ds duvidas veja dica #3

8- Por mais que vc não saiba nada,não demonstre,a sua confiança destroi a dos seus concorrentes

9- Prova foi feita pro mais safo,nao pro mais inteligente

10- não adianta durmi cedo antes da prova porque se vc tiver que zerar,vc vai zerar

11- Certifique-se que a garota (o) mais popular não esteja do seu lado,na hora do aperto eles te pedirão cola

12- Leve batata frita pra lanchar no horário da prova,o barulho da batata sendo mastigada atrapalha o seu concorrente

13- Leve caneta de apertar (aquelas que vc fica apertando na aula de matemática enquanto pensa em nada)

14- Aperte a caneta

15- Aperte sucessivamente a caneta até vc ver o concorrente da frente se desestabilizar emocionalmente

16- Sorria sempre,Isso deixa o cara estudioso puto demais (ele perdeu dias estudando,ta estressadão)

17- Entregue a prova e saia com aquela cara de "sou foda",sempre tem um FDP q acha a prova difícil,quando ele te ver vai dar branco na hora

18- Não Faça Medicina ( Milagres não existem,é mais facil cair camizinha do céu do que passar em medicina)

19- Não espalhe o fato de vc ter estudado,apenas faça aprova sem comentario algum

20- Cole sempre que necessário,quem não cola ,não sai da escola


UDR LOL!

Nada contra as religiões mas esses videos sao muito engraçados


Dança do pentagrama invertido



Bonde de Jesus kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Felicidade (Fernando Pessoa)



Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário.
Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas.
Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado, comece novamente.
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-a.
Se perder um amor, não se perca!
Se o achar, segure-o!

Fernando Pessoa

MSN do Seu madruga


Humor Pt 2









Humor Pt 1